outubro 01, 2013

Por falta de adeus...

Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza, sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como eu não sei responder às minhas próprias perguntas! É possível que no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar, e, principalmente, a fingir que encontra. Acho que se tornasse a vê-lo

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