Do alto do prédio as luzes parecem distantes, o ar é frio e tranquilo... Eu sei que você não consegue me ouvir, mas tenho sussurrado seu nome em meio a soluços e lágrimas. E isso já não cabe em mim, preciso te mostrar de qualquer forma, mas você não está por perto agora. Mais uma promessa jogada ao vento. Você consegue me ver? Não deixe que eu me apague na sua memoria... Não me deixe morrer antes do sol se pôr.
Estou perdida em minha dor, cega pelo barulho de mil mentiras ao meu redor. Ninguém me conhece como você. Ninguém pode me ver como você. Não me deixe afundar. Acho que deixei minha sanidade em algum lugar do caminho até aqui... Eu não sei por quanto tempo mais eu vou aguentar te manter por perto... Eu não sei por quanto tempo eu ainda aguento me manter lucida. Me deixe segurar a sua mão? Está tudo tão confuso...
Não tenho muito o que dizer, mas se eu soubesse como mostrar tudo o que eu guardei de você. São tantos sonhos e medos, tantas frases e segredos... Eu já não consigo dormir à noite. Tento levar a vida à diante, mas as correntes do passado me mantem presa neste lugar eu não sei fazer isso parar. Não consigo me sentir melhor nem por ao menos um segundo. Eu preciso de você aqui. Uma noite apenas... Uma única noite, para sempre.
Este é o fim? Porque eu não sei mais a diferença. Já estou tão automática... Você se lembra de quando passávamos as tardes rindo sobre tudo e nada ao mesmo tempo? Jure que você vai ser pra sempre o meu segredo? Jure que um dia tudo isso vai passar, que você vai estar lá por mim? Jure que você quer tanto quanto eu que todas as luzes se apaguem e o tempo pare e nada mais esteja entre nós senão nossos próprios corpos.
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