maio 25, 2014

Sagrado

Quando o tempo parar, quando a chuva não for nada além do barulho lá fora. Quando os olhos se fecharem e estivermos entregues um ao outro no silencio de um beijo. Quando nada mais for sagrado e estivermos perdidos no mundano. Quando a ultima gota de sanidade não for mais suficiente para nos manter em nossos lugares destinados. A lua e o sol se consomem numa explosão brilhante e tudo o que eu posso ouvir é o som da sua voz, me pedindo pra ficar, só mais um pouco, só mais uns anos, até o fim da eternidade, até o fim do nosso amor.

São tantos flashes, tantos lapsos do que nunca aconteceu... Onde eu estava uma hora atrás? Onde estavam suas mãos quando eu cheguei aqui? Porque agora eu só consigo me lembar de manter minha mente em algum lugar longe daqui. Como chegamos até aqui? Como pudemos nos enganar até nada mais restar entre nós? Esta casa, esta rua, esta vida, não são o suficiente para sermos tão estranhos. Como perfeitamente moldados e fundidos, nada pode desunir, substituir, o que foi feito para estar ali. Você confiou em mim, e agora veja, onde estamos? Eu perdi o foco.


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