junho 04, 2014

E esse é o meu lugar.

Eu me sinto bem no fogo.
Eu alimento as chamas com a minha dor.
Não tente mudar isso.
Estou vivendo de mentiras.
Tanto tempo. Eu me perdi.
Mas esse é o meu lugar...

Trancada.

Senti meu coração hesitar um batimento. 
Ele parou? 
Acho que não. 
Ainda não. 
As mãos tremendo. 
O frio se espalha até o mais remoto pedacinho da minha alma, 
me deixando suada, tremendo ainda mais. 
Paralisada. 
Encarando o vazio. 
Desejando o fim supremo do universo.
Desejando ao menos uma única lagrima para derramar pelo meu coração partido.
Eu não posso ter você como você me teve.
Decepção.
Medo.
Me sentindo tão pequena quando um grão de areia na imensidão do universo.
É tudo culpa minha.
Eu estive errada.
Só... Queria começar a chorar e esvair minha dor.
Queria poder morrer de novo e de novo até não poder mais aguentar e morrer uma ultima vez.
Mas eu... Preciso de você.
Eu... Preciso.
Você... Você não sabe.
Se você soubesse...
Eu perdoaria você por esta mentira se você a contasse.
Se me enganasse.
Mas... eu só queria que nada disso existisse.
Só o vácuo, me consumindo, me comprimindo no meu ser, até explodir, e expandir a dor... 
E no fim... Sou só uma garrafa de dor.

E no fim... Permaneço em mim, sem dor...
Sem você.

junho 03, 2014

A culpa é minha;

Você diz que não me conhece. É verdade. Você nunca esteve aqui dentro, no escuro da minha alma. Você nunca sentiu a minha dor. Nunca esteve sozinho do meu lado. Você diz que me ama, mas você nem ao menos sabe quem eu sou quando essas portas se fecham. Não tente me consertar. Eu não estou quebrada. Não tente me mudar. Eu achei o equilíbrio entre minha tristeza e a loucura de estar sozinha. 

Você quis ficar comigo mas não soube me manter ao seu lado. Você tentou me ter, mas não soube me alimentar e eu morri, cada dia mais. Mais perto de estar longe de tudo isso. Eu não soube te arrancar, então eu me desfiz. Estou reduzida à suas lembranças toscas de um pequeno demônio tomado pela raiva do meu ser. O que você sabe sobre o amor? Você nunca esteve lá quando eu olhei pra trás. A culpa é minha. Eu me deixei levar pelas suas palavras amargas sobre um futuro brilhante pra nós dois. 

As coisas tomam seu caminho no final das contas. A maré leva o que sobrou e lava o que ficou em mim. Alguém sabe onde estou? Quem poderia dizer que o fogo, tao bonito em sua essência, poderia me queimar. Eu vi anjos arrastando mentirosos para o abismo. Eu vi a culpa em seus olhos, e um tanto de verdade. Mas nada pode me fazer voltar atrás. Nada pode me curar do mal que eu mesma me causei.