junho 04, 2014

Trancada.

Senti meu coração hesitar um batimento. 
Ele parou? 
Acho que não. 
Ainda não. 
As mãos tremendo. 
O frio se espalha até o mais remoto pedacinho da minha alma, 
me deixando suada, tremendo ainda mais. 
Paralisada. 
Encarando o vazio. 
Desejando o fim supremo do universo.
Desejando ao menos uma única lagrima para derramar pelo meu coração partido.
Eu não posso ter você como você me teve.
Decepção.
Medo.
Me sentindo tão pequena quando um grão de areia na imensidão do universo.
É tudo culpa minha.
Eu estive errada.
Só... Queria começar a chorar e esvair minha dor.
Queria poder morrer de novo e de novo até não poder mais aguentar e morrer uma ultima vez.
Mas eu... Preciso de você.
Eu... Preciso.
Você... Você não sabe.
Se você soubesse...
Eu perdoaria você por esta mentira se você a contasse.
Se me enganasse.
Mas... eu só queria que nada disso existisse.
Só o vácuo, me consumindo, me comprimindo no meu ser, até explodir, e expandir a dor... 
E no fim... Sou só uma garrafa de dor.

E no fim... Permaneço em mim, sem dor...
Sem você.

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