outubro 30, 2015

Madalena.

Corte as correntes,  respire fundo. Que seja tão doce quanto puder em seus últimos segundos sobre a água.
Eu tenho medo que você me sinta, e chore e diga que tudo é mais difícil agora. 
Venha ate mim e diga. Tudo não passou de um tropeço.
Olha,  eu não sei bem o que fazer aqui. Mas eu quero estar onde todos os meus medos se refugiam. Abrace a dor e a desgraça de viver em um mundo sem amor.
Eu nunca vou precisar me curar dessa melancolia. Chore minhas lágrimas,  grite minha dor. Seja tudo o que eu prefiro ignorar.
Negue. Desafie. A história se encontra em seu fim para começar outra vez,  como uma paranóia cósmica infinita.
Oh,  Madalena, eu queria que tudo fosse diferente e assim ninguém seria ferido tão cruelmente... Eu digo que dessa vez vou me conter. Eu sempre digo.
Me dilua em outra dose. Me entregue aos lobos e veja a floresta me invadir.  Me dividir.

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