dezembro 22, 2015
L A S
Tanta raiva, tanto sangue em minhas mãos...
Deus! O que eu fiz?
Caminho sem voltar atrás nem mais um passo;
Mas como fugir desse passado?
Mais um trago, mais um cigarro.
Um pouco mais de você;
Um pouco menos de..
dezembro 20, 2015
Estar contigo é como estar no fogo.
Eu me queimo, mas, eu sempre volto...
O fogo, assim como você, é indomável.
Me encanta e me fascina, me transforma.
Me abrace, me queime, disfarça... Me faça brilhar na tua luz!
Eu serei eternamente a tua menina, se você assim o quiser.
Somos cometas brilhantes numa dança cósmica interminável, queimando juntos, fazendo amor nas estrelas.
E o universo, meu bem, é só um reflexo do teu olhar...
dezembro 19, 2015
novembro 23, 2015
Montanha russa emocional.
Eu costumava conhecer você tão bem, e ultimamente e não sei nem quem eu sou. As coisas estão mudando muito rápido e eu não consigo acompanhar a velocidade com que o meu tempo passa.
As fotos que nunca tiramos, as coisas que nunca fizemos, tudo isso pesa infinitamente mais do que os erros cometidos, as magoas e as decepções. Acho que no fundo, tudo está perdido e eu já não sei o que fazer.
É engraçado como você me faz feliz. Me leva de 0 a 100 em um segundo, me deixando completamente em êxtase. Mas por outro lado, poucas palavras bastam para destruir minha vida inteira até aqui... É uma montanha russa que me leva pelos dias, um após o outro, sem saber ao certo quando isso acontece. Estou presa num looping infinito. Se ao menos eu conseguisse desprender o cinto, me deixar cair no abismo, morrer num susto. Se ao menos eu pudesse me agarrar tão forte, me fundir aos trilhos, me desfazer nas ferragens... Se eu pudesse acordar desse sonho esquisito, ou descobrir que foi tudo um viagem louca, que na verdade estou largada no chão de algum banheiro, drogada, quase morta. Se ao menos tudo fosse menos complexo, menos confuso, menos eu...
Acho que aprendi a gostar da minha vida assim, do jeito que ela é. Tem algo de muito interessante que me faz querer sair da cama todos os dias... E eu penso: "O que será que vai acontecer hoje?" e lá vou eu novamente. As vezes, chego no final do dia e me arrependo de ainda estar respirando, mas as vezes, eu só queria que houvesse um pouco mais de tempo... Alguns minutos a mais, algumas horas a mais... Só queria que aquilo durasse uma pequena eternidade.
(24/09/15 09:12)
A cidade já não sabe mais quem somos e nada pode nos prender.
Se eu fiquei louca, já não importa... Eu preciso te ver, te ter.
Um sorriso, uma foto, um capitulo de novela qualquer...
Tudo o que eu tenho de você faz parte do que eu sou.
São minhas lembranças mais felizes e meus medos mais.
Preciso respirar. Preciso de você perto de mim. Vem?
Vamos correr pra qualquer lugar distante...
São tantas ruas nessa cidade de sonhos perdidos...
Sem você sou só um barco perdido no mar.
novembro 10, 2015
Let her go (passenger) - trecho
Esperando que um dia você faça um sonho durar
Porque sonhos chegam devagar e se vão muito rápido
Você a vê quando fecha seus olhos
Talvez um dia você entenda o porquê
De que tudo o que você toca certamente, morre
Mas, você só precisa da luz quando está escurecendo
Só sente falta do sol quando começa a nevar
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Só sabe que estava bem quando se sente mal
Só odeia a estrada quando sente saudade de casa
Só sabe que a ama quando a deixa ir
Olhando para o teto no escuro
O mesmo velho sentimento de vazio em seu coração
Porque o amor vem devagar e se vai muito rápido
Bem, você a vê quando adormece
Mas para nunca tocar e nunca manter
Porque você a amava muito
E você mergulhou fundo demais
novembro 07, 2015
Matemática complicada;
Eu quero te ver, e ver você rindo, porque seu sorriso é adorável. Como eu adoro quando você me beija de repente e me abraça. E mesmo sendo um tanto chato as vezes, você me distrai do mundo.
Com você tiro os pés do chão, viajo alto e não quero saber onde isso vai chegar.
Quero saber os seus segredos, os seus medos, e tudo o que faz você sentir arrepios. As vezes preciso te ver, te tocar, e sentir que você está sempre perto de mim e isso é tudo o que eu quero ultimamente. Ter você por perto, tão perto que...
Quando tudo se tornou tão fácil? As estrelas são sempre mais brilhantes e o vento é sempre agradável. Até o sol me parece um convite. Quando tudo se tornou tão simples? Porque todo mundo fica falando que tem que ser difícil gostar de alguém? Eu não entendo.
Você é tão doce e eu sempre quero um pouco mais.
Suas mãos em minha cintura, lentamente, me sinto segura. É como se nada pudesse atravessar a barreira que é estar com você. É muito sutil e diferente do que normalmente me agrada. Tudo em você me traz essa sensação... O seu cheiro, o seu toque, o gosto da sua boca e até o jeito como você me olha...
É como uma matemática complicada que mexe com minha mente, me deixando cada vez mais perdida em meio a tanta coisa que eu deveria estar falando, mas as palavras continuam correndo e fugindo pra longe.
Queria te falar o que tem passado na minha cabeça nos últimos dias.
outubro 30, 2015
Madalena.
Corte as correntes, respire fundo. Que seja tão doce quanto puder em seus últimos segundos sobre a água.
Eu tenho medo que você me sinta, e chore e diga que tudo é mais difícil agora.
Venha ate mim e diga. Tudo não passou de um tropeço.
Olha, eu não sei bem o que fazer aqui. Mas eu quero estar onde todos os meus medos se refugiam. Abrace a dor e a desgraça de viver em um mundo sem amor.
Eu nunca vou precisar me curar dessa melancolia. Chore minhas lágrimas, grite minha dor. Seja tudo o que eu prefiro ignorar.
Negue. Desafie. A história se encontra em seu fim para começar outra vez, como uma paranóia cósmica infinita.
Oh, Madalena, eu queria que tudo fosse diferente e assim ninguém seria ferido tão cruelmente... Eu digo que dessa vez vou me conter. Eu sempre digo.
Me dilua em outra dose. Me entregue aos lobos e veja a floresta me invadir. Me dividir.
outubro 15, 2015
outubro 14, 2015
1. Você receberá um corpo. Poderá amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu todo o tempo.
2. Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informal de tempo integral chamada Vida. A cada dia, terá oportunidade de aprender lições. Você poderá amá-las ou considerá-las idiotas e irrelevantes.
3. Não há erros, apenas lições. O crescimento é um processo de ensaio e erro, de experimentação. Os experimentos ‘mal sucedidos’ são parte do processo, assim como experimentos que, em última análise, funcionam.
5. Aprender lições é uma tarefa sem fim. Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas.
6. ‘Lá’ só será melhor que ‘aqui’ quando o seu ‘lá’ se tornar um ‘aqui’. Você simplesmente terá um outro ‘lá’ que novamente parecerá melhor que ‘aqui’.
(mc Jamaica)
setembro 30, 2015
Não desapareça...
Eu não quero que você vá embora. Eu não quero ter que ficar longe de você.
Você pode até sumir por um tempo, mas de vez em quando deixe um sinal pelo caminho.
De tudo o que eu poderia te pedir...
De tudo o que eu quero te pedir...
A única coisa que eu posso...
Por favor, não desapareça.
setembro 29, 2015
setembro 15, 2015
setembro 08, 2015
O buraco
Sinto que não devo mais voltar. Que não devo procurar. Sinto que há um buraco no chão e que eu posso cair fundo e me machucar, se eu continuar andando, mas, ao mesmo tempo, sinto uma vontade incontrolável de pular nesse buraco e permanecer caindo por toda a eternidade... As vezes pode parecer estranho e confuso, mas as vezes, parece muito tentador.
setembro 05, 2015
Smile
Sorrir a noite toda porquê isso é loucura. Onde estamos, o que estamos fazendo, é tudo uma maluquice inconsequente. Sair com você, gostar de você. Tudo isso me parece tao arriscado, tao tentador...
*
agosto 27, 2015
Tudo o que eu criei.
agosto 16, 2015
— Soulstrippe.
agosto 14, 2015
10 passos para fingir que está tudo bem:
2- Quando ele desenterrar mágoas antigas que ele jurou que perdoou, sorria e pergunte-lhe por que não te deixou antes.
3- Ignorar a forma como algumas palavras parecem uma lixa percorrendo todo o caminho garganta abaixo.
4- Quando ele te culpa por erros que outros inventaram, não grite. Não chore.
5- Diga a ele que existem caras que estariam orgulhosos em ter você por perto.
6- Diga-lhe que em dois anos você não vai nem lembrar o nome dele e não vai deixá-lo ver a maneira com que você pode saborear a sua própria mentira.
7- Quando ele sair, ignore os gritos em seu peito e não se levante atrás dele. Nem mesmo para trancar a porta.
8- Não, não, NÃO. Seja firme.
9- Cheirar suas camisas quando você as encaixotar para lhe devolver é inadmissível.
10- Jure não namorar enquanto você continuar perseguindo fantasmas com o sorriso dele.
Não há problema em chorar por ele. Tudo bem se você o perdoar, mas não volte para ele. Se ele não soube como te amar na primeira vez, ele não vai saber como fazê-lo agora.
Emmylou
If you don't bless them with your patience
And i've been there before
I held up the door for every stranger with a promise
But i'm holding back
That's the strength that i lack
Every morning keeps returning at my window
And it brings me to you and i won't just pass through
But i'm not asking for a storm
agosto 03, 2015
Dói.
Machuca.
Sangra.
Sinto você me arranhar profundamente...
Onde está minha sanidade?
Você continua me abraçando, e...
Machuca.
É perverso.
Isso tenta fugir, se espalhar, aparecer.
A cada toque fica mais difícil me conter.
Machuca.
Sangra.
Sinto minha sombra desaparecer.
Você vai sentir minha falta?
*
Imperfeita
Nada é o bastante.
Cada vez que me sinto perto, você vai pra longe.
Isso está acabando comigo.
O que eu tenho que dar?
Eu sou tão diferente do que você procura.
A cada dia eu me odeio um pouco mais...
Na sua beleza perfeita, vida perfeita, não tem espaço pra pessoas como eu.
( Tem mais alguém aí? )
Todos os dias me condeno pela minha imperfeição.
Você consegue me ouvir?
Eu consigo te sentir em cada gota de chuva. Cada raio de sol.
O que eu tenho que dar?
Eu sou tão diferente do que você precisa.
A cada dia eu te odeio um pouco menos.
Todas as coisas que eu vejo em você me fazem afundar em desespero.
Você é como um tornado.
Não importa onde eu for, eu não consigo fugir disso.
Você está me destruindo pouco a pouco.
Quebrada. Confusa. Perdida. Eu não sou boa pra ninguém. Eu não sou boa pra você. Eu sou imperfeita em toda minha essência.
Continuo caçando as estrelas.
Eu preciso me distanciar.
Eu preciso me afogar.
Qualquer coisa que cale o mundo ao meu redor...
*
agosto 02, 2015
O corvo e a borboleta (intro)
Ela era como uma tarde de outono.
Como uma noite de outubro.
Ele amava ela como o mar acariciando a areia na praia.
Como as estrelas sustentam a lua no céu.
Ela era engracada e bagunçada.
Ele via graça em sua bagunça.
Eles eram como um corvo e uma borboleta.
Presos no brilho eterno de uma galáxia girando pelo universo...
O tempo era infinito.
Eles eram intocáveis em sua perfeição.
Cada um com seus quebrados.
Cada um com seus achados.
Um com o outro.
julho 28, 2015
julho 25, 2015
Que chova..
Não consigo esquecer aquela noite.
Que droga!
Todos sabem que tenho uma memória ruim. Faz parte da minha rotina esquecer coisas importantes. Eu esqueço os nomes, os rostos, as datas, as coisas...
Mas é engraçado como eu lembro de tudo o que você me diz. Lembro tanta bobagem sobre você, tanta coisa desnecessária pra se lembrar...
Isso é torturante. Me agonia cada instante longe de você, sem você. Cada sintoma idiota de que estou me apaixonando só me deixa enfurecida, fraca, desanimada... Mas eu não sei me controlar quando se trata de você. Eu não consigo me manter neutra... Eu não consigo esquecer aquele maldito beijo.
Mais um dia, mais uma noite, mais horas perdidas... Outra aventura e vou cair de joelhos, e isso não é o que eu quero agora. Então...
...que chova.
Sim,
Que chova... E a chuva caia forte sobre meu rosto, num último apelo de lavar isso de mim.
-
Que chova sem parar até que todo o desespero tenha escorrido pelas minhas mãos.
-
Que chova, um segundo a mais, pra eu me perder em outro beijo e me deixar cair por você...
*
julho 18, 2015
O último lobo.
- Disseram-me que era dono de inteligência inigualável! Que cada palavra que saia de sua língua era como a mais pura poesia!
- Elogios pra mim são inúteis. Palavras já ditas por muitos que vieram antes de você, ao qual no final, nem toda minha inteligência fora o bastante para evitar sua partida. Todos se vão, eu permaneço.
- Por que falastes de tal forma tão ferida e solitária? O mundo conseguiu penetrar teu coração assim? Quem são estes ao teu lado? Eres alpha?
- Alpha não sou. Escolheram seguir-me no entanto não tenho discípulos, nem mestres.
- Fostes alguém de tamanha importância anteriormente então, grande lobo?
- Se em tudo há um começo e um fim, eu sou o fim. Eu sou o último lobo de pé nos campos de batalha. Depois de mim, não haverá nenhum outro. Eu sou Ômega.
- Parece-me um rei.
- Nunca. Deixe que os falsos reis continuem reinando com suas coroas em suas cabeças. Eu reino o meu mundo, logo, reino meu destino. Eu sou a liberdade"
Decidir ficar.
eu preciso de você aqui, sabe...
Eu preciso te sentir
porque você é simplesmente tudo.
Tudo o que eu quero.
Tudo o que eu preciso."
E eu preciso que você siba disso, para me tomar ou largar. Decidir ficar. Eu preciso que você saiba.
Eu tenho deixado isso tudo acontecer, e eu sei que não deveria me perder, mas me deixei encantar pelos seus olhos. Seu sorriso. Me deixei cair num jogo onde apostas são perdidas o tempo todo. Porque então eu continuo insistindo? Porque eu continuo buscando cada vez mais um segundo do seu corpo? Desde aquela tarde eu já não sou a mesma menina...
Por favor, apenas diga que sim.
Seja lá o que for.
Eu sinto que preciso te dizer...
Você sempre foi o meu melhor amigo. O meu único verdadeiro amigo.
Você sempre esteve aqui pra me apoiar, mesmo machucado.
Você me disse uma vez que nós estaríamos lá, um para o outro...
E aqui estamos, entre tantos desencontros, nos separando mais uma vez.
Mas dessa vez, a distancia será maior, e a saudade será maior.
E eu sei que o tempo vai parar, porque não vejo a hora de te ver chegar.
Mas você ainda nem foi...
E talvez esse seja o certo. O nosso certo.
Eu só espero que dê certo, seja lá o que for.
Mas as vezes os caminhos dão mais voltas do que gostaríamos.
Nos levando pra la e pra cá, nos desencontramos, perdemos.
Perdemos tempo, perdemos amigos, perdemos sapatos...
Mas que você nunca se perca do caminho de volta.
Eu não estou te perdendo, estou deixando você ir...
Conte comigo, seja lá o que for.
julho 17, 2015
Respirar;
julho 15, 2015
julho 09, 2015
"When I do it"
Bem, hoje, aprendi que as vezes é preciso arriscar, mesmo esperando o pior no final... Nunca se sabe quando o vento pode soprar ao seu favor!
Icei as velas e apontei para o desconhecido, navegando com um estranho e carregando meu tesouro mais precioso...
Quer saber? Ja fiz muitas loucuras por aí, mas nunca me senti tão viva.
julho 08, 2015
- A casa sem fim. [Creepy da semana]
"David, cara, nós precisamos conversar."
Foi quando ele me disse sobre a Casa sem Fim. Ela tinha esse nome pois ninguém nunca alcançou a saída final. As regras eram bem simples e clichês: chegue na saída final e você ganha 500 dólares, nove cômodos no total. A casa estava localizada fora da cidade, aproximadamente 7km da minha casa. Aparentemente ele tentou e falhou. Ele era viciado em heroína e sabe lá em mais o que, então eu imaginei que as drogas tinham feito ele se cagar todo por causa de um fantasma de papel ou algo assim. Ele me disse que seria demais pra qualquer um. Que não era normal. Eu não acreditei nele. Por que eu deveria? Eu disse a ele que iria checar isso na outra noite, e não importava o quanto ele tentasse me fazer não ir, 500 dólares soava bom demais pra ser verdade, eu precisava tentar. Fui na noite seguinte. Isso foi o que aconteceu.
Quando eu cheguei, imediatamente notei algo estranho sobre a casa. Você já viu ou leu algo que não deveria te assustar, mas por alguma razão te gelava a espinha? Eu andei através da construção e o o sentimento de mal estar apenas aumentou quando eu abri a porta da frente.
Meu coração desacelerou e soltei um suspiro aliviado assim que entrei. O cômodo parecia como uma entrada de um hotel normal decorada para o Halloween. Um sinal foi colocado no lugar onde deveria ter um funcionário. Se lia "Quarto 1 por aqui. Mais oito a seguir. Alcance o final e você vence!" Eu ri e fui para a primeira porta.
A primeira área era quase cômica. A decoração lembrava o corredor de Halloween de um K-Mart, cheia de fantasmas de lençol e zumbis robóticos que soltavam um grunhido estático quando você passava. No outro lado tinha uma saída, a única porta além da qual eu entrei. Passei através das falsas teias de aranha e fui para o segundo quarto.
Fui recebido por uma névoa assim que abri a porta do segundo quarto. O quarto definitivamente apostou alto nos termos de tecnologia. Não havia apenas uma máquina de fumaça, mas morcegos pendurados pelo teto e girando em círculos. Assustador. Eles pareciam ter em algum lugar da sala, uma trilha sonora em loop de Halloween que qualquer um encontra em uma loja de R$1,99. Eu não vi um rádio, mas imaginei que eles tenham usado um sistema de PA. Eu pisei em cima de alguns ratos de brinquedo com rodinhas e andei com o peito inchado para a próxima área. Eu alcancei a maçaneta e meu coração parou. Eu não queria abrir essa porta. O sentimento de medo bateu tão forte que eu mal conseguia pensar. A lógica voltou depois de alguns momentos aterrorizantes, e eu abri a porta e entrei no próximo cômodo.
No quarto 3 foi quando as coisas começaram a mudar.
A primeira vista, parecia como um quarto normal. Havia uma cadeira no meio do quarto com piso de madeira. Uma lâmpada no canto fazia o péssimo trabalho de iluminar a área, e lançava algumas sombras sobre o chão e as paredes. Esse era o problema. Sombras. Plural. Com a exceção da cadeira, havia outras. Eu mal tinha entrado e já estava apavorado. Foi naquele momento que eu soube que algo não estava certo. Eu nem sequer pensava quando automaticamente tentei abrir a porta de qual eu vim. Estava trancada pelo outro lado.
Isso me deixou atormentado. Alguém estava trancando as portas conforme eu progredia? Não havia como. Eu teria ouvido. Seria uma trava mecânica que fechava automaticamente? Talvez. Mas eu estava muito assustado pra pensar. Eu me voltei para o quarto e as sombras tinham sumido. A sombra da cadeira permaneceu, mas as outras se foram. Comecei a andar lentamente. Eu costumava alucinar quando era criança, então eu conclui que as sombras eram um produto da minha imaginação. Comecei a me sentir melhor assim que fui para o meio da sala. Olhei para baixo enquanto andava, e foi aí que eu vi. A minha sombra não estava lá. Eu não tive tempo para gritar. Corri o mais rápido que pude para a outra porta e me atirei sem pensar no próximo quarto.
O quarto cômodo foi possivelmente o mais perturbador. Assim que eu fechei a porta, toda a luz pareceu ser sugada para fora e colocada no quarto anterior. Eu fiquei ali, rodeado pela escuridão, e não conseguia me mexer. Não tenho medo do escuro, e nunca tive, mas eu estava absolutamente aterrorizado. Toda a minha visão tinha me deixado. Eu ergui minha mão na frente do meu rosto e se eu não soubesse que tinha feito isso, nunca seria capaz de contar. Não conseguia ouvir nada. Estava um silêncio mortal. Quando você está em uma sala à prova de som, ainda é capaz de se ouvir respirar. Você consegue ouvir a si mesmo estar vivo. Eu não podia. Comecei a tropeçar depois de alguns momentos, a única coisa que eu podia sentir era meu coração batendo rapidamente. Não havia nenhuma porta à vista. Eu não tinha nem sequer certeza se havia uma porta mesmo. O silêncio foi quebrado por um zumbido baixo.
Senti algo atrás de mim. Vire-me bruscamente mas mal conseguia ver meu nariz. Mas eu sabia que era lá. Independentemente do quão escuro estava, eu sabia que tinha algo lá. O zumbido ficou mais alto, mais perto. Parecia me cercar, mas eu sabia que o que quer que estivesse causando o barulho, estava na minha frente, se aproximando. Dei um passo para trás, eu nunca tinha sentido esse tipo de medo. Eu realmente não consigo descrever o verdadeiro medo. Não estava nem com medo de morrer, mas sim do modo que isso ia acontecer. Tinha medo do que a coisa reservara para mim. Então as luzes piscaram por menos de um segundo e eu vi. Nada. Eu não vi nada e eu sei que eu não vi nada lá. O quarto estava novamente mergulhado na escuridão, e o zumbido era agora um guincho selvagem. Eu gritei em protesto, não conseguiria ouvir o barulho por mais um maldito minuto. Eu corri para trás, longe do barulho, e comecei a procurar pela maçaneta. Me virei e cai dentro do quarto 5.
Antes que eu descreva o quarto 5, você deve entender algo. Eu não sou um viciado. Nunca tive história de abuso de drogas ou qualquer tipo de psicoses além das alucinações na minha infância que eu já mencionei, e elas eram apenas quando eu estava realmente cansado ou tinha acabado de acordar. Eu entrei na Casa sem Fim limpo.
Depois de cair do quarto anterior, minha visão do quinto quarto foi de costas, olhando pro teto. O que eu vi não me assustou, apenas me surpreendeu. Árvores tinha crescido no quarto e se erguiam acima da minha cabeça. O teto desse quarto era mais alto que os outros, o que me fez pensar que eu estava no centro da casa. Me levantei do chão, me limpei e olhei ao redor. Era definitivamente o maior quarto de todos. Eu sequer conseguia ver a porta de onde eu estava, os vários arbustos e árvores devem ter bloqueado a minha linha de visão da saída. Nesse momento eu notei que os quartos estavam ficando mais assustadores, mas esse era um paraíso em comparação ao último. Também assumi que o que estava no quarto quatro ficou lá. Eu estava incrivelmente errado.
Conforme eu andava, comecei a ouvir o que se poderia ouvir em uma floresta, o barulho dos insetos se movendo e dos pássaros voando pareciam ser as minhas únicas companhias nesse quarto. Isso foi o que mais me incomodou. Eu podia ouvir os insetos e os outros animais, mas não conseguia vê-los. Comecei a me perguntar quão grande essa casa era. De fora, quando eu caminhei até ela, parecia como uma casa normal. Era definitivamente na maior parte da casa, já que tinha quase uma floresta inteira. A abóbada cobria minha visão do teto, mas eu assumi que ele ainda estava lá, por mais alto que fosse. Eu também não via nenhuma parede. A única maneira que eu sabia que ainda estava dentro da casa era por causa do chão compatível com o dos outros quartos, pisos escuros de madeira. Continuei andando na esperança que a próxima árvore que eu passasse revelaria a porta. Depois de alguns momento de caminhada, senti um mosquito no meu braço. O espantei e continuei. Um segundo depois, senti cerca de dez mais deles em diferentes lugares da minha pele. Senti eles rastejarem para cima e para baixo nos meus braços e pernas, e algum deles foram para o meu rosto. Eu me agitava freneticamente para espantá-los mas eles continuavam rastejando. Eu olhei para baixo e soltei um grito abafado, mais um ganido, para ser honesto. Eu não vi um único inseto. Nenhum inseto estava em mim, mas eu conseguia senti-los. Eu ouvia eles voando pelo meu rosto e picando a minha pele, mas não conseguia ver um único inseto. Me joguei no chão e comecei a rolar descontroladamente. Eu estava desesperado. Eu odiava insetos, especialmente os que eu não conseguia ver ou tocar. Mas eles conseguiam me tocar, e estavam por toda parte.
Eu comecei a rastejar. Não tinha ideia para onde estava indo, a entrada não estava a vista, e eu ainda não tinha visto a saída. Então eu apenas rastejei, minha pele se contorcendo com a presença desses insetos fantasmas. Depois do que pareceu horas, eu achei a porta. Agarrei a árvore mais próxima e me apoiei nela, eu dava tapas nos meus braços e pernas, sem sucesso. Tentei correr mas não conseguia, meu corpo estava exausto de rastejar e lidar com o que quer que estivesse no meu corpo. Eu dei alguns passos vacilantes até a porta, me segurando em cada árvore para me apoiar. Estava a poucos passos da porta quando eu ouvi. O zumbido baixo de antes. Estava vindo do próximo quarto, e era mais profundo. Eu podia quase senti-lo dentro do meu corpo, como quando você está do lado de um amplificador em um show. O sensação dos insetos em mim diminuiu quando o zumbido ficou mais alto. Assim que eu coloquei a mão na maçaneta, os insetos se foram completamente, mas eu não conseguia girar a maçaneta. Eu sabia que se eu soltasse, os insetos voltariam, e eu não voltaria para o cômodo quatro. Eu apenas fiquei ali, minha cabeça pressionada contra a porta marcada 6, minha mão trêmula segurando a maçaneta. O zumbido era tão alto que eu não conseguia nem me ouvir fingir pensar. Eu não podia fazer nada além de prosseguir. O quarto 6 era o próximo, e ele era o inferno.
Fechei a porta atrás de mim, meus olhos fechados e meus ouvidos zunindo. O zumbido me rodeava. Assim que a porta fechou, o zumbido se foi. Abri meus olhos e a porta que eu fechei sumira. Era apenas uma parede agora. Olhei em volta em choque. O quarto era idêntico ao terceiro, a mesma cadeira e lâmpada, mas com a quantidade de sombras corretas dessa vez. A única real diferença é que a porta de saída, e a que eu vim, tinham sumido. Como eu disse antes, eu não tinha problemas anteriores nos termos de instabilidade mental, mas no momento eu sentia como se estivesse louco. Eu não gritei. Não fiz um som. No começo eu arranhei suavemente. A parede era resistente, mas eu sabia que a porta estava lá, em algum lugar. Eu apenas sabia que estava. Arranhei onde a maçaneta estava. Arranhei a parede freneticamente com ambas as mãos, minhas unhas começaram a ser lixadas pela parede. Cai silenciosamente de joelho, o único som no quarto era o incessante arranhar contra a parede. Eu sabia que estava lá. A porta estava lá, eu sabia que estava apenas lá, sabia que se eu pudesse passar pela parede-
"Você está bem?"
Pulei do chão e me virei rapidamente. Me encostei contra a parede atrás de mim e vi o que falou comigo, e até hoje eu me arrependo de ter me virado.
A garotinha usava um vestido branco que descia até seus tornozelos. Ela tinha longos cabelos loiros que desciam até o meio das suas costas, pele branca e olhos azuis. Ela era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto, e eu sei que nada na vida será tão angustiante como o que eu vi nela. Enquanto eu a olhava, eu via a jovem menina, mas também via algo mais. Onde ela estava eu vi o que parecia com um corpo de um homem maior do que o normal e coberto de pelos. Ele estava nu da cabeça ao dedão do pé, mas sua cabeça não era humana, e seus pés eram cascos. Não era o diabo, mas naquele momento poderia muito bem ter sido. Sua cabeça era a cabeça de um carneiro e o focinho de um lobo. Era horrível, e era como a menininha a minha frente. Eles tinham a mesma forma. Eu não consigo realmente descrever, mas eu via os dois ao mesmo tempo. Eles compartilhavam o mesmo lugar do quarto, mas era como olhar para duas dimensões separadas. Quando eu olhava a menina, eu via a coisa, e quando eu olhava a coisa, eu via a menina. Eu não conseguia falar. Eu mal conseguia ver. Minha mente estava se revoltando contra o que eu tentava processar. Eu já tive medo antes na minha vida, e eu nunca tinha estado mais assutado do que quando fiquei preso no quarto 4, mas isso foi antes do sexto. Eu apenas fiquei ali, olhando para o que quer que fosse que falou comigo. Não havia saída. Eu estava preso lá com aquilo. E então ela falou de novo.
"David, você deveria ter ouvido"
Quando aquilo falou, eu ouvi palavras da menina, mas a outra coisa falou atrás da minha mente numa voz que eu não tentarei descrever. Não havia nenhum outro som. A voz apenas continuava repetindo a frase de novo e de novo na minha mente, e eu concordei. Eu não sabia o que fazer. Estava ficando louco e ainda assim eu não conseguia tirar os olhos do que estava na minha frente. Cai no chão. Pensei que tinha desmaiado, mas o quarto não deixaria isso acontecer. Eu apenas queria que isso terminasse. Eu estava de lado, meus olhos bem apertos e a coisa olhando pra mim. No chão na minha frente estava correndo um dos ratos de brinquedo do segundo quarto. A casa estava brincando comigo. Mas por alguma razão, ver esse rato fez a minha mente voltar de onde quer que ela estivesse, e olhar ao redor do quarto. Eu sairia de lá. Estava determinado a sair daquela casa e nunca mais pensar sobre ela novamente. Eu sabia que esse quarto era o inferno e não estava pronto para ficar lá. No começo apenas meus olhos se moviam. Eu procurava nas paredes por qualquer tipo de abertura. O quarto não era muito grande, então não demorou muito para que eu checasse tudo. O demônio continuava zombando de mim, a voz cada vez mais alta como a coisa parada lá. Coloquei minha mão no chão e fiquei de quatro, e voltei a explorar a parede atrás de mim. Então eu vi algo que eu não podia acreditar. A coisa estava agora diretamente nas minhas costas, sussurrando como eu não deveria ter vindo. Eu senti sua respiração na minha nuca, mas me recusei a me virar. Um grande retângulo foi riscado na madeira, com um pequeno entalhe no meio dele. E bem em frente aos meus olhos eu vi um 7 que eu tinha inconscientemente feito na parede. Eu sabia o que era. Quarto 7 estava bem onde o quarto 5 estava a momentos atrás.
Eu não sabia como eu tinha feito aquilo, talvez tenha sido apenas o meu estado no momento, mas eu tinha criado a porta. Eu sabia que tinha. Na minha loucura eu tinha riscado na parede o que eu mais precisava, uma saída para o próximo quarto. O quarto 7 estava perto. Eu sabia que o demônio estava bem atrás de mim, mas por alguma razão, ele não conseguia me tocar. Fechei meus olhos e coloquei ambas as mãos no grande 7 na minha frente. E empurrei. Empurrei o mais forte que pude. O demônio agora gritava nos meus ouvidos. Ele e dizia que eu nunca iria embora. Me dizia que esse era o fim, mas que eu não iria morrer, eu iria ficar lá no quarto 6 com ele. Eu não iria. Empurrei e gritei com todo o meu fôlego. Eu sabia que alguma hora eu iria atravessar a parede. Cerrei meus olhos e gritei, e então o demônio se foi. Eu fui deixado no silêncio. Me virei lentamente e fui saudado com o quarto estando como estava quando eu entrei, apenas uma cadeira e uma lâmpada. Eu não podia acreditar nisso, mas não tive tempo de me habituar. Me virei para o 7 e pulei levemente para trás. O que eu vi foi uma porta. Não a que eu tinha riscado lá, mas uma porta normal com um grande 7 nela. Todo o meu corpo tremia. Me levou um tempo para girar a maçaneta. Eu apenas fiquei lá, parado por um tempo, encarando a porta. Eu não podia ficar no quarto 6, não podia. Mas se isso foi apenas o quarto 6, não conseguia imaginar o que me aguardava no 7. Devo ter ficado lá por uma hora, apenas olhando para o 7. Finalmente, respirei fundo e girei a maçaneta, abrindo a porta para o quarto 7.
Cambaleei através da porta mentalmente exausto e fisicamente fraco. A porta atrás de mim se fechou, e eu me toquei de onde estava. Eu estava fora. Não fora como no quarto 5, eu estava realmente lá fora. Meus olhos ardiam. Eu queria chorar. Cai de joelhos e tentei, mas não consegui. Eu estava finalmente fora daquele inferno. Nem sequer me importava com o prêmio que foi prometido. Me virei e vi que porta que eu tinha acabado de atravessar era a entrada. Andei até o meu carro e dirigi para casa, pensando em o quão bom seria tomar um banho.
Assim que cheguei em casa, me senti desconfortável. A alegria de deixar a Casa Sem Fim tinha sumido, e um temor crescia lentamente em meu estômago. Parei de pensar nisso e fiz meu caminho para a porta da frente. Entrei e imediatamente subi para o meu quarto. Eu entrei lá e na minha cama estava meu gato Baskerville. Ele foi a primeira coisa viva que eu vi aquela noite, e fui fazer carinho nele. Ele sibilou e bateu na minha mão. Recuei em choque, ele nunca tinha agido assim. Eu pensei "tanto faz, ele é um gato velho". Fui para o banho e me aprontei para o que eu esperava ser uma noite de insônia.
Depois do meu banho, fui cozinhar algo. Desci as escadas e me virei para a sala de estar, e vi o que ficaria para sempre gravado em minha mente. Meus pais estavam deitados no chão, nus e cobertos de sangue. Foram mutilado ao ponto de estarem quase identificáveis. Seus membros foram removidos e colocados do lado dos seus corpos, e suas cabeças em seus peitos, olhando para mim. A pior parte eram suas expressões. Eles sorriam, como se estivessem felizes em me ver. Vomitei e comecei a chorar lá mesmo. Eu não sabia o que tinha acontecido, eles nem sequer moravam comigo. Eu estava confuso. E então eu vi. Uma porta que nunca esteve lá antes. Uma porta com um grande 8 riscado com sangue nela.
Eu continuava na casa. Estava na minha sala de estar, mas ainda assim, no quarto 7. O rosto dos meus pais sorriram mais assim que eu percebi isso. Eles não eram meus pais, não podiam ser. Mas pareciam exatamente como eles. A porta marcada com um 8 estava do outro lado, depois dos corpos mutilados na minha frente. Eu sabia que tinha que continuar, mas naquele momento eu desisti. Os rostos sorridentes acabaram comigo, me seguravam lá onde eu estava. Vomitei novamente e quase entrei em colapso. E então, o zumbido voltou. Estava mais alto do que nunca, enchia a casa e tremia as paredes. O zumbido me obrigou a andar. Comecei a andar lentamente, indo em direção a porta e aos corpos. Eu mal conseguia ficar em pé, ainda mais andar, e quanto mais perto eu ia dos meus pais, mais perto do suicídio eu estava. As paredes agora tremiam tanto que parecia que desmoronariam, mas ainda assim os rostos sorriam para mim. Cada vez que eu me movia, os olhos me seguiam. Agora eu estava entre os dois corpos, a alguns metros da porta. As mãos desmembradas rastejaram em minha direção, o tempo todo os rostos continuavam a me olhar fixamente. Um novo terror tomou conta de mim e eu andei mais rápido. Eu não queria ouvir eles falarem. Não queria que as vozes fossem iguais a dos meus pais. Eles começaram a abrir suas bocas, e agora as mãos estavam a centímetros dos meus pés. Em um movimento desesperado, corri até a porta, a abri, e bati com ela atrás de mim. Quarto 8.
Eu estava farto. Depois do que acabara de acontecer, eu sabia que não tinha mais nada que essa porra de casa pudesse ter que eu não pudesse sobreviver. Não havia nada além do fogo do inferno que eu não estava preparado. Infelizmente eu subestimei as capacidades da Casa Sem Fim. Infelizmente, as coisas ficaram mais perturbadoras, mais terríveis e mais indescritíveis no quarto 8.
Eu continuo tendo dificuldade me acreditar no que eu vi na sala 8. De novo, o quarto era uma cópia do quarto 6 e 4, mas sentado na cadeira normalmente vazia, estava um homem. Depois de alguns segundos de descrença, minha mente finalmente aceitou o fato de que o homem sentado lá era eu. Não alguém que parecia comigo, ele era David Williams. Me aproximei. Eu tinha que dar uma olhada melhor, mesmo tendo certeza disso. Ele olhou para mim e notei lágrimas em seus olhos.
"Por favor.... por favor, não faça isso. Por favor, não me machuque."
"O que?" Eu disse. "Quem é você? Eu não vou te machucar."
"Sim, você vai" Ele soluçava agora. "Você vai me machucar e eu não quero que você faça isso." Ele colocou suas pernas para cima na cadeira e começou a se balançar para frente e para trás. Foi realmente bem patético de olhar, principalmente por ele ser eu, idêntico em todos os sentidos.
"Escute, quem é você?" Eu estava agora apenas a alguns metros do meu doppelganger. Foi a mais estranha experiência que eu tive, estar lá falando comigo mesmo. Eu não estava assustado, mas ficaria logo. "Por que você-?"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, se você quer sair você vai me machucar"
"Por que você está falando isso? Apenas se acalme, certo? Vamos tentar entender isso e-" E então eu vi. O David sentado lá estava usando as mesmas roupas que eu, exceto por uma pequena mancha vermelha bordada em sua camisa com um número 9"
"Você vai me machucar, você vai me machucar, não, por favor, você vai me machucar..."
Meus olhos não deixaram o pequeno número no seu peito. Eu sabia exatamente o que era. As primeiras portas foram simples, mas depois elas ficaram mais ambíguas. 7 foi arranhada na parede pelas minhas próprias mãos. 8 foi marcada com o sangue dos meus pais. Mas 9 - esse número era uma pessoa, uma pessoa viva. E o pior, era uma pessoa que parecia exatamente comigo.
"David?" Eu tive que perguntar.
"Sim... você vai me machucar, você vai me machucar..." Ele continuo a soluçar e a se balançar. Ele respondeu ao David. Ele era eu, até a voz. Mas aquele 9. Eu andei por alguns minutos enquanto ele chorava em sua cadeira. O quarto não tinha nenhuma porta, e assim como o 6, a porta da qual eu vim tinha sumido. Por alguma razão, eu sabia que arranhar não me levaria a nenhum lugar dessa vez. Estudei as paredes e o chão em volta da cadeira, abaixando a minha cabeça e vendo se tinha algo embaixo dela. Infelizmente, tinha. Embaixo da cadeira tinha uma faca. Junto com ela tinha uma nota onde se lia: Para David - Da Gerência.
A sensação em meu estômago quando eu li a nota foi algo sinistro. Eu queria vomitar, e a última coisa que eu queria fazer era remover a faca debaixo da cadeira. O outro David continuava a soluçar incontrolavelmente. Minha mente girava em volta de questões sem respostas. Quem colocou isso aqui e como sabiam meu nome? Sem mencionar o fato de que eu estava ajoelhado no chão frio e também estava sentado naquela cadeira, soluçando e pedindo para não ser machucado por mim mesmo. Isso tudo era muito para processar. A casa e a gerência estavam brincando comigo esse tempo todo. Meus pensamentos, por alguma razão, foram para Peter, e se ele chegou tão longe ou não. E se ele chegou, se ele conheceu um Peter Terry soluçando nesta cadeira, se balançando para frente e para trás. Eu expulsei esses pensamentos da minha cabeça, eles não importavam. Eu peguei a faca debaixo da cadeira e imediatamente o outro David se calou.
"David," ele disse na minha voz, "o que você pensa que vai fazer?"
Me levantei do chão e apertei a faca na minha mão.
"Eu vou sair daqui."
David continuava sentado na cadeira, mas estava bem calmo agora. Ele olhou pra mim com um sorriso fraco. Eu não sabia se ele iria rir ou me estrangular. Lentamente ele se levantou da cadeira e ficou de frente para mim. Era estranho. Sua altura e até a maneira que ele estava eram iguais a mim. Eu senti o cabo de borracha da faca na minha mão e apertei ela mais forte. Eu não sabia o que planejava fazer com isso, mas sentia que eu ia precisar dela.
"Agora" sua voz era um pouco mais profunda que a minha. "Eu vou te machucar. Eu vou te machucar e eu vou te manter aqui" Eu não respondi. Eu apenas o ataquei e o segurei no chão. Eu tinha montado nele e olhei para baixo, faca apontada e preparada. Ele olhou para mim apavorado. Era como se eu estivesse olhando para um espelho. E então, o zumbido retornou, baixo e distante, mas ainda assim eu o sentia no meu corpo. David olhou mim e eu olhei para mim mesmo. O zumbido foi ficando mais alto, e eu senti algo dentro de mim se romper. Com apenas um movimento, eu enfiei a faca na marca em seu peito e rasguei. A escuridão inundou o quarto, e eu estava caindo.
A escuridão em volta de mim era diferente de tudo que eu já tinha experimentado até aquele ponto. O Quarto 3 era escuro, mas não chegou nem perto dessa que tinha me engolido completamente. Depois de um tempo, eu não tinha nem mais certeza se continuava caindo. Me sentia leve, coberto pela escuridão. E então, uma tristeza profunda veio até mim. Me senti perdido, deprimido, suicida. A visão dos meus pais entrou na minha mente. Eu sabia que não era real, mas eu tinha visto aquilo, e a mente tem dificuldades em diferenciar o que é real e o que não é. A tristeza só aumentava. Eu estava no quarto 9 pelo que parecia dias. O quarto final. E era exatamente o que isso era, o fim. A Casa Sem Fim tinha um final, e eu tinha alcançado isso.
Naquele momento, eu desisti. Eu sabia que eu estaria naquele estado pra sempre, acompanhado por nada além da escuridão. Nem o zumbido estava lá para me manter são. Eu tinha perdido todos os sentidos. Não conseguia sentir eu mesmo. Não conseguia ouvir nada, a visão era inútil aqui, e eu procurei por algum gosto na minha boca e não achei nada. Me senti desencarnado e completamente perdido. Eu sabia onde eu estava. Isso era o inferno. O Quarto 9 era o inferno. E então aconteceu. Uma luz. Uma dessas luzes estereotipadas no fim do túnel. Então eu senti o chão vir até mim, eu estava em pé. Depois de um momento ou dois para reunir meus pensamentos e sentidos, eu andei lentamente em direção a essa luz.
Assim que eu me aproximei da luz, ela tomou forma. Era uma luz saindo da fenda de uma porta, dessa vez sem nenhuma marca. Eu lentamente andei através da porta e me encontrei de volta onde eu comecei, no lobby da Casa Sem Fim. Estava exatamente como eu deixei. Continuava vazia, continuava decorada com enfeites infantis de Halloween. Depois de tudo o que aconteceu aquela noite, eu continuava desconfiado de onde eu estava. Depois de alguns momentos de normalidade, eu olhei em volta tentando achar qualquer coisa diferente. Na mesa estava um envelope branco com o meu nome escrito nele. Muito curioso, mas ainda assim cauteloso, juntei coragem para abrir o envelope. Dentro estava uma carta escrita à mão.
David Williams,
Parabéns! Você chegou ao final da Casa Sem Fim! Por favor, aceite esse prêmio como um símbolo da sua grande conquista.
Da sua eterna,
Gerência
Junto com a carta, tinham cinco notas de 100 dólares.
Eu não conseguia parar de rir. Eu ri pelo que pareceram horas. Eu ri enquanto andava até o carro e ri enquanto dirigia pra casa. Eu ri enquanto estacionava o carro na minha garagem, ri enquanto abria a porta da frente da minha casa e ri quando vi um pequeno 10 gravado na madeira.
julho 06, 2015
A mesma viagem
Ela vai e vem, vestida de suicídio, com os olhos vazios e as mãos sujas de orgulho. Em cada rua vazia ela encontra o paraíso e leva o inferno. É sempre a mesma viagem...
Ela conhece bem os dois lados da moeda. Ela se vendeu para pagar o ódio que não podia esconder. Ela nunca vai entender a diferença. É sempre a mesma viagem...
Mais uma morte complicada. Mais um bilhete desesperado. Em uma outra esquina ela lambe os dedos. "Diga aos meus pais que eu fiz o melhor que eu pude." É sempre a mesma viagem sem volta...
junho 21, 2015
junho 17, 2015
pela sua janela quando voce está sonhando
Sou a leve brisa que balança seus cabelos
nas tardes ensolaradas do quente verao
Sou o raio de sol que toca delicadamente a
sua pele durante todas as manhas chuvosas
Sou cada gota que cai em seu rosto ao olhar
pra cima quando começa a tempestade...
Sou o fogo que te alimenta e te mantem vivo
Aquele mesmo fogo que te queima e te mata
Lentamente voce ira perceber que nao existe
sem mim, e que nao posso existir sem voce
Sou tudo em voce e sem voce nao sou nada.
"Quase impossível."
Irradiar
Eu vou e volo como a maré
Eu sou um oceano inteiro
E eu estou transbordando
Diga que eu ainda estou respirando
Diga que eu não estou desaparecendo
Diga que não estou louca
Me ajude a fazer sentido em meio a tudo isso
Eu não tenho medo de nada
Eu posso queimar tudo por dentro
E explodir como uma estrela
Irradiar e incendiar no universo
Essas palavras...
maio 25, 2015
-Animal
maio 24, 2015
"Pra quem passou por uma cesárea"
Parece que nós mulheres estamos fadadas a culpa. Se o parto é rápido, se a mulher empodera-se, se tudo conspira a favor, o mérito é da mulher e de toda a equipe que prestou o atendimento ao seu sonhado parto natural.
Mas se mesmo com a equipe humanizada, com assistência de referência, a mulher não consegue parir, fica nas entrelinhas que a culpa é dela. Seja física, seja emocional, de alguma forma aquela mulher está fadada a ser a culpada pelo não-parto.
Eu acredito sim que a gente tem que lutar para conseguir um parto humanizado. Infelizmente o normal é coisa rara. O natural, tão raro quanto quem só come aquilo que nasce no seu quintal. Não podemos esquecer que somos um produto de nossa cultura.
Carregamos em nossas células histórias traumáticas de partos, somos orquestradas pela força da mídia, pelo peso do inconsciente coletivo que produz uma confiança cega na tecnologia e na medicina e nos faz duvidar de nossos corpos.
Não somos como os animais. Cada vida que cresce em nosso ventre é preciosa e a força da natureza torna-se menor que nosso desejo de querer aquela vida crescendo ao nosso lado. Por este desejo, existe o medo e também a possibilidade de usufruir da tecnologia quando a natureza falha.
E quando é este momento de saber que a natureza realmente falhou, que devemos deixar nos cortar na primavera para ver a vida florescer? Não existe resposta certa. Não existe verdade absoluta. Inevitavelmente vamos lidar com os limites da equipe que nos atendeu, nossos próprios limites. E quando esse limite chega é a hora certa.
Podemos investigar posteriormente, podemos em um próximo parto tentar entender as perguntas que gritam na calada da noite. Mas diante do acontecimento devemos acolher e deliciarmo-nos diante da cria viva e gorducha que mama nos nossos seios.
O limite do momento é único e não há especulação que seja capaz de trazer a luz. Apenas é. Não falo das cesáreas eletivas, não falo do médico bonzinho com altas taxas de cesárea, não falo do hospital que empurra bebês coroados para serem nascidos. Falo dos momentos em que houve realmente a viabilização plena de um parto natural que não acontece.
E mesmo os eventos acima são válidos. Quantas mulheres não fizeram de suas cicatrizes marcas de uma guerra que compraram para a vida? Seja ajudando outras mulheres, seja buscando um novo parto depois de 2 ou três cesáreas, toda experiência é valida.
Não podemos julgar o passado com os olhos do presente. O vivido serve de referência para que possamos buscar outros caminhos. Mas diante do acontecido recente, o fundamental é deixar de se debater no sentimento de incompetência, reverenciar toda a luta e agradecer pela vida que vive nos braços.
Não podemos transformar a humanização do nascimento em uma caça às cesáreas. A gente sabe que a grande maioria delas acontece por falha na assistência, despreparo dos profissionais ou comodidade médica.
É bem verdade que a grande maioria das cesáreas que a gente ouve falar aconteceram desnecessariamente. Mas existem casos em que a opção pela cirurgia é o caminho mais seguro, quando o risco da mesma se torna, para mãe e bebê, menor do que a espera o parto normal.
Geralmente essas cesáreas são intraparto, ou seja, a mulher passou por todas as etapas do trabalho de parto e por algum fator a cirurgia foi necessária.
Quando a cesárea é realizada em trabalho de parto ativo (com avanço da dilatação) significa que o bebê estava pronto para nascer. Todos os hormônios do trabalho de parto ajudam a mãe a ter um vínculo maior com a criança e facilita a amamentação, se comparada a uma cesárea eletiva (agendada por conveniência médica ou escolha da mulher).
Essas cesáreas intrapartos bem indicadas acontecem, em geral, quando a mulher optou por uma equipe humanizada. Uma mulher que sonhou, foi atrás da realização de um parto natural e por um fator que denomino imponderável, precisou transformar a coragem de um parto sem intervenções na coragem de se submeter a uma cirurgia: Permitir-se corta-se no inverno para florescer na primavera.
Sempre fica aquela sensação de nadar e morrer na praia. A vergonha por não ter conseguido. Mulheres que passam por essa experiência deveriam se orgulhar, deveriam saber que são muito corajosas por enfrentarem o oceano das contrações e entregarem-se para o destino de serem auxiliadas para terem a cria nos braços.
São aqueles 15% que preconiza a OMS. Não podemos demonizar a cesárea. Não é ela que combatemos e sim a má assistência que faz com que mulheres saudáveis e bebês imaturos sejam submetidos a um procedimento cirúrgico. E o que é mais triste é saber que muitas destas mulheres queriam um parto normal e foram enganadas por seus médicos.
Hoje meu texto é para aquelas mulheres que realmente criaram um ambiente propício para um parto, que foram além de si mesmas para vivenciarem esta experiência, mas que tiveram que se submeter a cirurgia.
A elas, que se lembrem um verso indiano que diz: quando se tira uma pequena parte da perfeição, o que se tem, ainda é perfeito. Que nunca se esqueçam que às vezes as coisas não são como sonhamos mas isso não retira a perfeição que nela cabe.
maio 04, 2015
Hoje não.
Quem eu quero enganar?
É tudo minha culpa e nós sabemos disso. Eu me deixei enganar pela doce sensação de estar sendo retibuida por todo esse tempo, mas, no fim, eu sou só mais uma boba... E nós dois sabemos que tudo poderia ser diferente...
E eu te amaria pra sempre, mas...
Hoje não.
abril 18, 2015
-Carta para Outono.
"O objeto que ela me deu eu já não consigo colocar, é como se apenas ela soubesse como as coisas se encaixam em mim. Como se ela soubesse como montar o quebra-cabeça que eu sou facilmente. Ela pode ser o Outono, pode ser inverno as vezes, amo quando ela é primavera, e principalmente quando é verão. Amo o jeito que o tempo para quando ela olha nos meus olhos, é engraçado como o próprio tempo se dobra, desdobra, e fica imóvel quando aqueles olhos claros me fitam. Quando aquela boca doce encosta na minha, quando eu sinto minha garganta secar quando estou perto dela, como as minha mãos se perdem em seus cabelos, e eu, já não sei mais se é outono,inverno,verão, ou primavera. Eu só sei que naquele momento eu sou eu."
(adaptação do texto)
Hey, volta...
Vento vem, calor se vai. Eu prometi que isso não voltaria. Aqui estou eu, para provar que tudo não passou de um engano fatal...
Não me resta muito tempo, mas, já não me resta tanta calma, já não tenho viva a alma. Sozinha, eu já nem sei o que eu sou... pra você.
E quantas noites como essa já se foram, e voltaram, e passaram. Tudo se repete e eu me consumo aqui perdida entre minhas lagrimas e o gosto da tua saliva... Volta, me faz sentir viva outra vez. Uma ultima vez, que seja, para morrer mais serena, enganada pelas tuas mãos na minha cintura, me guiando para o abismo sem final... Sozinha, eu já não acredito em qualquer um.
Hey! Não vá ainda! Não deixe aqui sua menina, que por tanto tempo se machucou, pulando de casa em casa, se sentindo tão "sem lar". Sem ar, quando te vê, quando te tem, quando te deixa, cada vez mais, sem folego, entre os lençóis. Entre. Tome um café. Tome um tempo. Tome minha vida inteira para cuidar... De tudo o que eu não não sei evitar, você é aquilo que requer mais esforço. E eu me torço, pra negar, que nada disso pode ser bom. Mas é tão bom... Ah, se é!
A Lua traz de volta a minha essência, eu me visto loba pra te devorar... Há muito tempo sinto fome e ninguém mais cabe aqui... E esse vazio me consome enquanto vejo você feliz, correndo pelos campos, e eu aqui morrendo em prantos, sem poder ao menos te seguir.
Ah, mas se a vida me desse um segundo... Apenas um... Para ter você aqui, comigo, plenamente, independente de quem quer que esteja do lado de fora, ah, seria a hora em que eu te beijaria sem fim. Seguraria aqui, bem pertinho do meu peito, meu coração, saltaria num instante, tudo isso antes, de você novamente desaparecer... Me deixando sem chão, sem saber, sem ser. Ah... Nesse segundo, se eu te como, te guardo para sempre em minhas entranhas onde ninguém mais vai poder te arrancar... E você vai ser, pra sempre, uma parte de mim.
Mas volta... Eu já não sei estar, sem você por perto. Nada disso parece certo quando penso em pra onde ir. Fugir, do teu sorriso, do teu cheiro, da tua voz, parece tão sensato, quando bater a cabeça na parede, até ela explodir. Eu vou explodir. Preciso de mais tempo... Respirar você. Amar você. Isso sempre me fez tão bem. Volta, e diz que sou tudo o que você deseja, que sua alma se queixa de não me ter por perto, eu sinto, que você quer mais um pouco, aproveita e me toma inteira, para que nunca falte nem mesmo uma gota de carinho.
Tendo isso em mente, eu corro na direção oposta à que estava indo, te chamando, uivando ao vento, para que a lua marque o local com sangue, e no sangue seja selado, esse acordo tão infiel, onde eu e você somos apenas animais sujos cedendo ao instinto...
Por favor...
...
Volta.
(SB.)
abril 13, 2015
Não negue...
Aposto que é uma droga ver meu rosto em todo canto.
Elas podem acreditar em você, mas eu sempre vou saber a verdade por trás dos seus beijos.
"Bêbado e de olhos fechados."
Eu pensei que seria forte quando o visse novamente por aqui.
Eu pensei que nada mais seria como antes, até que ele disse aquilo.
Eu costumava me esquecer das coisas. Era fácil, rápido. Mas isso não afastava os pesadelos.
Eu continuo ouvindo a sua voz, toda noite, até mesmo quando não estou sonhando...
abril 09, 2015
Mais um...
Ele: Como você se sente?
Ela fechou os olhos e pensou em dizer um milhão de coisas. Ela poderia dizer presa, sufocada, pressionada, talvez até morrendo aos pouquinhos, noite por noite. Mas ela preferiu abrir os olhos e dizer “eu não sinto nada”.
Obscuro, mentiroso...
março 22, 2015
março 16, 2015
"Ele é tão misterioso pra mim… Sua essência não é facilmente revelada. Sua energia, indecifrável. Ele nunca está “aberto” à minha curiosidade, isso me obriga a perguntar, a procurar pequenas pistas, e assim, acabo encontrando até mesmo o que eu não procurava…
Entre arrepios e sorrisos, me vejo cada vez mais apegada, um pouco mais apaixonada, mais perdida em seu olhar. Cada toque, tão novo, tão carinhoso, confortável. Me rendendo, me tomando, com facilidade…
Quanto amor posso acolher em mim antes de me afogar? Quanto cabe no infinito do lençol? Na profundeza de um suspiro, ou dois, ou muitos. Nunca sei se fui longe de mais. Ou de menos.
Mas é ele, sem duvida, quem me enche de suspiros. Quem me tira o folego. Me deixa sem ar. Me leva alto, fundo. E ninguém nunca vai saber ao certo, porque não tem como explicar, ou definir, o jeito que ele tem, do jeito que ele faz, pra me cativar, dia após dia."
-Sobre Vitor Factum.
março 12, 2015
Quanto se pode amar alguém?
não disse uma palavra sequer
levou todo o brilho e o som
por que ninguém me avisou?
e agora nada restou do que eu costumava ser
sem que eu soubesse, me deixei levar embora
por um amor barato, um sentimento ingenuo
mas nada disso faz sentido enquanto a vejo caminhar pra longe
e a cada vez mais estas linhas aumentam o tamanho da minha dor
e eu apenas não sei como calar as vozes que sussurram como o vento
que ela não vai mais estar lá quando eu abrir os olhos pela manhã, e...
...ela apenas foi embora.
janeiro 12, 2015
Overdose.
Doente, eu não voou conseguir me curar sem uma overdose de você...
Eu odeio viver longe de você. Por deus! Eu estou prestes a enlouquecer... Meus demônios me atormentam a cada erro cometido até aqui, me fazendo menos digna de merecer tudo o que você é. Ah, como eu adoro você... Seu toque é o que está me fazendo falta. Você alivia a dor que eu sinto. Ah, como eu preciso de você aqui comigo...
Eu não sei mais estar, sem sentir você ao meu lado. Eu nuca me senti tão real. Tão viva.